Anaconda Gigante Aparece em Estrada de Rondônia e Chama Atenção de Todos
Imagine caminhar por uma estrada tranquila e dar de cara com uma anaconda gigante atravessando calmamente o asfalto. Foi exatamente isso que aconteceu em julho de 2025 com moradores de Izidolândia, distrito de Alta Floresta D'Oeste, em Rondônia. Um vídeo gravado por um dos habitantes não demorou para viralizar, mostrando uma cobra com cerca de 5 metros de comprimento e pesando aproximadamente 60 kg, segundo estimativa do biólogo Flávio Terassini.
O local onde tudo aconteceu não é aleatório. A estrada que corta a região foi construída em cima de um aterro, atravessando uma área alagada que faz parte do habitat natural da anaconda. Esse tipo de obra, comum na Amazônia, cria pontes entre o movimento dos animais e das pessoas — e encontros inusitados acabam acontecendo.
Comportamento da Anaconda e Relação com a População Local
De acordo com Terassini, a cobra filmada provavelmente é uma fêmea. Isso porque as fêmeas costumam ser muito maiores e mais robustas que os machos. Moradores afirmam que ver animais silvestres circulando por ali não é algo raro. Durante a época de chuvas, principalmente quando os igarapés e áreas alagadas aumentam, animais como a anaconda aproveitam para explorar áreas novas ou buscar alimento.
A anaconda-verde, que é a espécie encontrada na região, é uma das maiores serpentes do mundo. Ela pode chegar a 8 metros e pesar mais de 100 kg em alguns casos extremos, mas o exemplar de Izidolândia já chama bastante atenção pelo seu porte. Muito adaptada à vida aquática, ela prefere ambientes de rios, lagos e áreas inundadas, como as vistas em Rondônia.
Embora episódios como esse assustem quem não está acostumado, a comunidade local costuma lidar com esses encontros de forma tranquila. Eles sabem que compartilham o território com uma das faunas mais ricas do planeta. Ao construir estradas por áreas naturais, é cada vez mais comum ver animais, especialmente cobras grandes, solucionando seus próprios caminhos nos espaços criados pelo ser humano.
- Os avistamentos de anacondas tendem a aumentar em épocas chuvosas, quando os níveis da água sobem e o território dos animais se expande.
- Obras em áreas alagadas contribuem para o cruzamento de rotas entre humanos e animais.
- A convivência próxima faz parte da vida de quem mora na Amazônia, onde as fronteiras entre cidade e natureza são tênues.
Esse flagrante reforça a relação direta entre avanço humano e vida selvagem, principalmente em regiões onde a natureza ainda dita as principais regras do convívio diário. Não é raro motoristas precisarem parar o carro para esperar uma sucuri terminar sua travessia, ou moradores redobrarem a atenção em épocas de cheia. Em Rondônia, histórias como essa mostram que, para quem vive no coração da Amazônia, divisão entre mundo animal e povoado é bem diferente daquela que se vê nas cidades grandes do Brasil.
16 Comentários
agosto 21, 2025 Marcia Garcia
Nossa, vi o vídeo e quase caí da cadeira! Uma anaconda dessas passando na estrada como se fosse um ônibus... 😱
agosto 22, 2025 bruno de liveira oliveira
Isso aqui é só a ponta do iceberg. A Amazônia tá sendo espremida entre estradas, fazendas e hidrelétricas, e os animais só estão fazendo o que sempre fizeram: se mover. A culpa não é da cobra, é da nossa falta de planejamento. Se a gente construísse passagens de fauna, esses encontros seriam menos traumáticos - e mais seguros pra todo mundo.
agosto 22, 2025 Juliane Chiarle
Ah, mais um caso de natureza "linda" que só vira notícia quando ela invade o asfalto. Enquanto isso, o desmatamento avança em silêncio, e ninguém se importa. A anaconda é símbolo da selvageria? Não. Ela é símbolo da nossa arrogância. Nós invadimos o território dela, depois nos assustamos quando ela volta. 🤷♀️
agosto 24, 2025 Luiza Beatriz
BRASIL NÃO É ZOOLÓGICO! Quem mora na Amazônia tem que se acostumar com isso? Não! Tem que ter segurança! Isso aqui é vergonha nacional, e o governo só pensa em propaganda! 🇧🇷😡
agosto 24, 2025 Ezio Augusto
Essa cobra tá mais tranquila que eu no trânsito de São Paulo hahahaha
agosto 24, 2025 Stephanie Robson
Outra cobra. Outro vídeo. Outra noticia vazia. Nada muda. 🙄
agosto 25, 2025 Belinda Souza
Acho que a gente precisa parar de ver a natureza como inimiga. Ela não tá atacando. Ela tá vivendo. E nós? Nós tá construindo estradas em cima de templos sagrados. 🐍💔
agosto 25, 2025 Henrique Silva
Mas e se ela atacar alguém? Aí o que faz?
agosto 26, 2025 bruno de liveira oliveira
Se ela atacar, é porque se sentiu ameaçada. O jeito é manter distância, não tentar filmar de perto nem jogar pedra. A maioria das mordidas acontece por medo, não por agressividade. Ela só quer passar. Nós é que estamos no caminho errado.
agosto 27, 2025 Eliete medeiros Medeiros
VAMOS PROTEGER A NATUREZA E NÃO TENTAR CONTROLAR TUDO! 🌿🐍💪 Essa cobra é um milagre! Ela tá viva e passando por lá com força! VAMOS APRENDER COM ELA!
agosto 27, 2025 Laylla Xavier
Mas e se for uma cobra venenosa? E se tiver filhotes? E se for um experimento do governo? 🤔
agosto 29, 2025 Cleberson Jesus
Governo, ONGs, jornalistas... todos querem o clique. Ninguém quer o problema. A cobra tá lá. Nós estamos aqui. A conta não fecha.
agosto 31, 2025 Willian Assunção
Isso é normal aqui. Minha tia viu uma de 6 metros no rio em 2020. Ninguém ligou. Só virou notícia agora porque filmaram na estrada.
agosto 31, 2025 Artur Ferreira
Sabe o que é pior? Que isso tá sendo usado pra justificar mais investimento em estradas. Eles vão dizer que é preciso mais segurança. Mas o que precisamos é de menos concreto e mais floresta. 🐍✊
agosto 31, 2025 Jociandre Barbosa de Sousa
O comportamento da espécie é amplamente documentado na literatura científica. A Eunectes murinus é uma predadora oportunista, com padrões de movimento altamente dependentes da hidrologia local. A interferência antrópica altera seus corredores ecológicos, gerando conflitos que poderiam ser mitigados por estudos de impacto ambiental prévios. A falta de planejamento é criminosa.
agosto 31, 2025 Bruna Pereira
Você já parou pra pensar que talvez, só talvez, essa cobra esteja procurando um lugar para se reproduzir? Que talvez ela tenha perdido seu habitat? Que talvez ela não tenha escolha? Nós temos. E ainda assim, escolhemos construir. Isso não é convivência. É invasão disfarçada de progresso.
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