O River Plate não deixou dúvidas sobre quem manda no Grupo H da Copa Sul-Americana de 2026Valência, Venezuela. Em uma partida que parecia pronta para terminar em empate caótico, o time argentino garantiu a vitória por 2 a 1 contra o Carabobo com um gol dramático aos 96 minutos. A vitória, conquistada no Estádio Misael Delgado, mantém o Millonario na liderança do grupo com 10 pontos.
Aqui está o detalhe: o River Plate precisou improvisar uma defesa sem goleiro titular nos últimos minutos após uma expulsão polêmica. O zagueiro Matías Viña teve que assumir as luvas — ou melhor, jogar sem elas — enquanto seu time defendia o placar e, ao mesmo tempo, buscava o gol da vitória. Foi nesse cenário de caos que Maximiliano Salas entrou para a história recente do clube, marcando o gol decisivo.
Um jogo marcado por controvérsias e emoção
A partida começou às 20h30 (horário local) e logo mostrou os dentes. O primeiro grande momento de tensão ocorreu aos 45+4 minutos do primeiro tempo, quando Edson Castillo, do Carabobo, recebeu cartão vermelho. A redução de efetivos obrigou os venezuelanos a recuar, mas eles não desistiram. Pelo contrário, usaram a vantagem numérica inicial para pressionar, testando a resistência de Lucas Bruera, goleiro visitante.
No entanto, foi o River Plate que abriu o placar. Aos 59 minutos, Maximiliano Meza aproveitou uma jogada envolvendo Juanfer Quintero — ironicamente, o jogador que havia desperdiçado um pênalti anteriormente na noite — para marcar o 1 a 0. Era o suficiente? Os torcedores locais pensavam que sim, especialmente depois de verem o time adversário sofrer com a falta de um homem.
Mas o futebol é imprevisível. Aos 77 minutos, Matías Núñez converteu um pênalti para equalizar o jogo em 1 a 1. O Estádio Misael Delgado explodiu. Parecia que o empate seria o resultado final, considerando a exaustão dos jogadores e a pressão da torcida anfitriã.
O caos defensivo e o herói inesperado
O verdadeiro drama começou aos 86 minutos. O goleiro Santiago Beltrán, que havia substituído Bruera durante o jogo, foi expulso. O River Plate ficou sem goleiro oficial. A solução? Jogar com um campo aberto e contar com a sorte. Matías Viña, lateral-direito, assumiu o posto de goleiro improvisado. Imagine a cena: um zagueiro tentando defender escanteios e lances soltos sem luvas, sob o olhar atento de onze jogadores adversários.
Foi nesse momento de extrema vulnerabilidade que a virada aconteceu. Nos acréscimos, especificamente aos 96 minutos, Facundo González lançou uma bola perfeita para fora da área. Maximiliano Salas, livre de marcação, chutou com força e precisão, mandando a bola para o canto inferior direito. O goleiro do Carabobo nem tentou esticar os braços; era impossível defender.
"Não acreditamos no que vimos", disse um repórter presente ao campo. "O River Plate estava prestes a levar um susto mortal, mas transformou o medo em glória."
Análise tática e impacto nas classificações
Essa vitória coloca o River Plate em posição privilegiada para a fase eliminatória da competição organizada pela CONMEBOL. Com três vitórias e um empate, somam 10 pontos, liderando o Grupo H. Já o Carabobo, apesar da bravura em casa, permanece em terceiro lugar com 6 pontos (duas vitórias e duas derrotas).
É interessante notar que este foi o segundo confronto entre os times nesta temporada. Na primeira partida, disputada em 15 de abril de 2026 no Monumental de Buenos Aires, o River Plate venceu por 1 a 0, com gol de Sebastián Driussi. Agora, com dois triunfos consecutivos sobre os venezuelanos, o time argentino demonstra consistência e resiliência, qualidades essenciais em competições continentais.
- Gols: Maximiliano Meza (59'), Matías Núñez (77' - pên.), Maximiliano Salas (96')
- Expulsões: Edson Castillo (Carabobo), Santiago Beltrán (River Plate)
- Classificação Grupo H: River Plate (1º, 10 pts); Carabobo (3º, 6 pts)
- Próxima etapa: Fases eliminatórias da Copa Sul-Americana
O que esperar a seguir?
Com a liderança garantida no grupo, o foco agora se volta para os próximos desafios. O River Plate precisará manter a intensidade defensiva, pois erros como o que quase custaram caro contra o Carabobo podem ser fatais contra times mais fortes nas quartas-de-final. Por outro lado, a capacidade de resposta emocional mostrada por Salas e seus companheiros sugere que o time está mentalmente preparado para momentos de alta pressão.
Para o Carabobo, a derrota dolorosa representa um fim prematuro das esperanças de classificação direta. Eles ainda terão chances matemáticas, mas dependerão de resultados favoráveis de outros grupos. Uma lição dura aprendida em Valência: nunca subestime a garra argentina.
Perguntas Frequentes
Quem marcou o gol da vitória do River Plate?
O gol decisivo foi marcado por Maximiliano Salas aos 96 minutos, nos acréscimos do segundo tempo. Ele aproveitou um lançamento de Facundo González e chutou de fora da área, superando o goleiro adversário em um lance individual brilhante.
Por que Matías Viña jogou como goleiro?
Matías Viña assumiu as funções de goleiro porque o titular do River Plate, Santiago Beltrán, foi expulso aos 86 minutos. Como o time já tinha usado todas as substituições permitidas, não havia outra opção senão jogar com um jogador de campo guardando o gol.
Qual é a posição atual do River Plate no Grupo H?
Após esta vitória, o River Plate ocupa a primeira colocação do Grupo H da Copa Sul-Americana 2026, com 10 pontos conquistados em quatro jogos (três vitórias e um empate). Isso garante sua classificação direta para as fases finais da competição.
Onde foi disputada a partida entre River Plate e Carabobo?
A partida ocorreu no Estádio Misael Delgado, localizado na cidade de Valência, Venezuela. O jogo foi válido pela terceira rodada do Grupo H da Copa Sul-Americana e aconteceu em 7 de maio de 2026.
Quantos cartões vermelhos foram dados no jogo?
Foram exibidos dois cartões vermelhos durante a partida. O primeiro foi dado a Edson Castillo, do Carabobo, aos 45+4 minutos do primeiro tempo. O segundo foi aplicado ao goleiro Santiago Beltrán, do River Plate, aos 86 minutos do segundo tempo, gerando o caos defensivo.